A
maior ou menor obliqüidade dos raios solares
e a maior ou menor duração do dia são,
em cada lugar da Terra, os principais fatores determinantes
da temperatura média.
Durante a noite, o solo terrestre se esfria devido
à radiação, para o espaço
celeste, do calor armazenado no transcurso do dia.
Também durante o dia há radiação
de calor para o espaço, que é, porém
contrabalançada e superada pelo calor recebido
do Sol. De acordo com a obliqüidade dos raios
solares e a duração do que, para um
mesmo lugar, depende somente da declinação
do Sol ou altura sobre o horizonte, a quantidade de
calor recebida será maior ou menor que a irradiada
e, consequentemente, a temperatura irá aumentando
ou diminuindo.
Constante solar:
A quantidade de radiação solar recebida
no limite superior da atmosfera, em cada segundo,
por centímetro quadrado de uma superfície
perpendicular aos raios solares, é chamada
constante solar. Quanto mais a superfície estiver
próxima ao ângulo reto (perpendicular)
em relação aos raios solares, maior
é a quantidade de radiação que
incide por unidade de área, portanto maior
é a energia recebida. Esta é uma das
causas das estações.
As
estações:
A existência das estações se deve
à forma elíptica da órbita terrestre
e a inclinação do eixo da Terra com
respeito ao plano da órbita terrestre. Se a
órbita fosse uma circunferência e seu
plano coincidisse com o equador, desapareceria o ritmo
anual e os dias se sucederiam com uniformidade durante
todo o ano. Porém, o fato de que, além
da excentricidade da órbita terrestre, ambos
os planos, equador e elíptica, estejam inclinados
entre si, e também que, ao se deslocar a Terra
em redor do Sol, o eixo de rotação se
mantenha paralelamente a si mesmo, implica que os
raios solares incidam mais ou menos obliquamente sobre
cada região determinada, originando as estações.